No último final de semana, programamos um passeio em família em Caraguatatuba. Para saber como foi, clique aqui. Ficamos hospedados em Caraguatatuba e no domingo resolvemos conhecer uma praia que o dono da pousada nos sugeriu. A praia do Caçandoca. Um paraíso escondido, rodeado de beleza natural e história.
A praia fica uns 15km da pousada onde estávamos. Mas valeu demais a pena , ter ido até lá. O acesso a esta praia é feito por uma estrada de terra a partir da rodovia SP-55, entre os kilômetros 77 e 78. A distância até a praia é em torno de 6 km com muitas curvas.
| Esse gosta de aventura !!! |
Durante o trajeto , que é uma estrada de terra a paisagem natural e pouco explorada, vai mostrando toda a sua beleza !
Quando chegamos na praia nos demos conta de que estávamos bem escondidos da cidade. A praia é rodeada de morros e montanhas, que deixam o visual ainda mais espetacular. Sem contar o descampado verde que avistamos assim que chegamos !!!
Conheça um pouco da história desse lugar !!!
Comunidade Quilombola da Caçandoca
Esta comunidade fica localizada em Ubatuba, na Serra da Caçandoca área tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arquitetônico e Artístico - Condephat, através da Portaria n° 40, de 6/06/85, tendo sido o seu território reconhecido e demarcado pelo ITESP com 890 hectares.
Historicamente, o território da comunidade foi ocupado em meados do século XIX por uma fazenda de café e um engenho de açúcar, estabelecidos e desenvolvidos com base no trabalho escravo. Após a abolição da escravatura, surgiram vários herdeiros da terra, constituídos pelos filhos e netos, legítimos e espúrios, do antigo proprietário, os quais, juntamente com ex-escravos, tornaram-se os legítimos possuidores da antiga fazenda.
O território ocupado pelos quilombolas é hoje identificado pelos nomes das diversas localidades que compõem a área pertencente à comunidade: Praia do Pulso; Caçandoca; Caçandoquinha; Bairro Alto; Saco da Raposa; São Lourenço; Saco do Morcego; Saco da Banana e a Praia do Simão. Nestes lugares surgiram os núcleos habitacionais que mantêm relações entre si e se constituíram como base na mesma unidade etno-cultural.
Até os anos 60, existiam na área por volta de 70 famílias e uma população de 800 indivíduos, que viviam em conformidade com o modo de vida antigo da comunidade, produzindo para a subsistência, praticando a pesca, fabricando a farinha e cultivando a banana, que se tornou a principal fonte de renda da comunidade.
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| imagem daqui |
Uma prática agrícola comum entre os quilombolas da região era “o pousio da terra”, que consistia na abertura de clareiras na floresta e na plantação e que, depois, era deixada em repouso para que a terra pudesse recuperar seus nutrientes. O mutirão, chamado entre os caçandocas de "pitirão e ajutório”, era realizado nos trabalhos da roça, na construção das casas e no fabrico das canoas. Após o término dos trabalhos, realizava-se a “função”, que consistia no oferecimento de comida e bebida pelo beneficiado e que era consumida pelos colaboradores em meio a uma dança chamada "bate-pé".
Na roça dos antigos caçandocas cultiva-se a mandioca, matéria-prima da farinha, principal produto da comunidade, e outros produtos, tais como feijão, arroz e cana, produzindo-se com esta última aguardente e rapadura e, também, o milho. Dentre as frutas, a banana ocupava o primeiro lugar, seguida pela laranja. A caça e a pesca eram práticas importantes para a dieta alimentar dos quilombolas. O prato preferido pela comunidade era o azul-marinho, feito com peixe cozido e banana verde.
As habitações eram de pau-a-pique e cobertas com sapé. O tratamento da saúde era feito à base das plantas medicinais e de acordo com os conhecimentos tradicionais da comunidade.As festas religiosas constituíam práticas culturais que unificavam a comunidade, transmitidas de uma geração para outra conforme a tradição, tais como as festas de São Benedito, Nossa Senhora do Carmo e São Gonçalo, sobressaindo-se entre estas a Festa do Divino.
A economia sustentava-se no excedente da produção para subsistência, que era comercializado nas cidades, às quais se acessava por via marítima, através de canoas a remo, nas quais também se transportavam os produtos adquiridos na cidade, tais como querosene, sal, ferramentas, pólvora, carne seca, tamancos e tecidos.
Após a construção da BR-l01, as terras da comunidade foram muito valorizadas, passando a ser objeto da cobiça dos especuladores imobiliários que se utilizaram de todos os meios para expulsar os antigos moradores de suas terras, desde ações judiciais, compras e indenizações, até violência física, não sendo incomum a prática de crimes, destruição de igrejas e o incêndio de habitações.
Grande parte da população deixou a comunidade, permanecendo no local apenas 19 famílias que resistiram às pressões e conquistaram o reconhecimento oficial de que as terras pertencem à comunidade.
Fonte:Litoral Norte de São Paulo. Secretaria de Estado do Meio Ambiente, coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. São Paulo: SMA/CPLA, 2005.
Conheça um pouco mais vendo esses vídeos:
Histórias de superação e força fazem parte desse povo guerreiro, que merece todo nosso respeito.
Depois dessa aula de história , a gente também curtiu um pouco a praia. Olha só !!!
| repare nas águas cristalinas |
Espero voltar logo para esse paraíso mais que especial !
Espero que tenham gostado !
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Nossa que delícia! Eu simplesmente AMO o litoral norte e em especial caraguá! Não conhecia essa praia e adorei saber mais sobre ela. São tantas praias escondidas que existem nessa região que a gente nem imagina!! Beijos
ResponderExcluirOi Pry, mas essa praia fica em Ubatuba. é bem escondida mesmo, mas vale a pena. bjs
ExcluirEu sempre fui pra Caraguá e nunca me falaram dessa praia!! Como assim???
ResponderExcluirO lugar é lindo e eu adoro quando fica mais afastado e não tenha aquele aglomerado de pessoas rs Já anotei para visitar a próxima vez que for para aqueles lados :)
OLÁ, Mulherzinhas SA, na verdade essa praia fica em Ubatuba , é bem escondida mesmo, mas vale muito a pena ! Um beijo !
ExcluirUal, adoro praias escondidas! Obrigada pela dica, viu? Além disso ela aparentemente é tão limpinha e sem muvuca. Adorei.
ResponderExcluirSem muvuca, sem sujeira e sem bagunça ! vale demais a pena ! bjs
ExcluirQue lugar lindo, adoro praias assim, com muita natureza ao redor e pouca gente hehe =)
ResponderExcluirDá pra renovar qualquer espírito !!! Muito boa mesmo !!! bjs
ExcluirAi que lugar delicioso, amei! Adoro praias assim, escondidas e cercadas por montanhas, dá uma paz e um tranquilidade tremenda.
ResponderExcluirÉ muito gostoso. Vale a pena para passar alguns bons dias , pois é longe e difícil de chegar ! bjs
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