Dicas para Escovar os Dentes do Bebê

em 26 abril, 2017

Dicas para Escovar os Dentes do Bebê



A higiene bucal deve começar assim que o primeiro dentinho aparecer. Com o tempo, seu filho vai perder os dentes de leite, mas os bons hábitos ensinados nessa época vão permanecer com ele para o resto da vida. Se os dentes do bebê não receberem os cuidados apropriados, poderão desenvolver cáries, o que vai levar a problemas de nutrição e no desenvolvimento da fala. Os dentes permanentes também podem ser afetados e virem a nascer com problemas.Estabelecer uma boa higiene oral desde cedo vai fazer com que os cuidados dentais futuros sejam adequados. É fácil transformar o ato de limpeza dos dentes em algo rotineiro. Confira as dicas abaixo.

Crie uma rotina de higiene oral antes mesmo de os dentes aparecerem. Limpe as gengivas com uma gaze úmida e macia enrolada num dedo. Isso vai remover bactérias.

A partir dos 2 meses de idade, comece a fazer isso pelo menos uma vez por dia, se preferir, é possível limpar até mais frequentemente, mas não exagere. A limpeza excessiva pode irritar as gengivas da criança e resultar em sensibilidade. Com uma gaze enrolada no seu dedo passe no dente para limpá-lo. Nessa fase inicial, uma gaze seca vai funcionar bem no lugar de uma escova.

Assim que o primeiro dentinho nascer compre uma escova de dentes macia específica para bebês. Essa troca da gaze pela escova é ainda mais importante se os molares já tiverem aparecido. Procure por uma escova bem macia com 3 ou menos fileiras de cerdas. Por volta de 1 ano de idade, o bebê já deverá estar escovando os dentes.

Comece o processo sem pasta de dente. A ideia é fazer o bebê se acostumar à técnica de escovação, incorporar a pasta nessa fase poderá deixar a criança mais resistente às tentativas. Use apenas água morna.

Se o bebê quiser ajudar, deixe mas sempre sobre a sua supervisão.Comece incentivando-o a segurar o cabo da escova enquanto você limpa os dentinhos dele. Após ele se acostumar com isso, deixe-o fazer a escovação sozinho. No entanto, após ele terminar, faça você a limpeza novamente.

Se o bebê não gostar muito de escovar os dentes, comece uma vez por dia. Gradualmente, vá aumentando a frequência até que ele permita que você escove os dentinhos após cada refeição.
Escove os lados interno e externo do dente com um movimento de vaivém, em seguida, passe a escova para cima e para baixo, também em ambos os lados. Lembre-se de incluir a língua no processo de escovação.

Algumas dicas extras : 

  • Não force a escovação para que o bebê não sinta medo e não queira mais escovar os dentes.
  • Faça desse momento uma hora alegre, chame toda a família para escovar juntos.
  • Compre uma escova bem macia com desenhos coloridos.
  • Caso o bebê for muito resistente à escovação procure um dentista.

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância

em 22 abril, 2017

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância


Por Fernanda Cruz Edição:Carolina Pimentel Fonte:Agência Brasil

Um estudo apontou que os bebês nascidos com peso abaixo do normal têm maior chance de desenvolver hiperatividade e depressão na infância. Para chegar à conclusão, a pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto comparou a saúde mental de 665 crianças, com idade entre 10 e 11 anos.

Segundo a pesquisadora responsável, Claudia Mazzer Rodrigues, o estudo dividiu as crianças em cinco grupos de peso: muito baixo (abaixo de 1,5 quilos), baixo (1,5 kg a 2,5 kg), insuficiente (2,5 kg a 3 kg), normal (3 kg a 4,25 kg) e muito alto (acima de 4,25 kg). Esses valores são usados como referência pela Organização Mundial da Saúde.

No estudo, constatou-se que as crianças com peso muito baixo representam a maioria das que têm quadros de problemas mentais. Entre as 665 crianças avaliadas, 6,9% apresentavam indicadores de depressão. Os cientistas usaram questionários respondidos pelos pais e pelas próprias crianças.

No Brasil, de 0,4% a 3% das crianças sofrem de depressão. Entre os adolescentes, esse número varia de 3,3% a 12,4%. Quem tem a doença na infância e na adolescência apresenta mais chances de desenvolver depressão em idade adulta.

Especialistas definem como causas da depressão em crianças, como perda de vínculos afetivos, divórcio dos pais, falta de apoio familiar e violência física ou psicológica. Os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais de alerta, que são queda do rendimento escolar, mudanças repentinas do estado de ânimo, isolamento e tristeza.


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Entenda o temperamento do seu filho

em 21 abril, 2017

Entenda o temperamento do seu filho


Por Enciclopédia da Criança

Desde o nascimento, a criança possui suas próprias características de personalidade. Algumas sorriem e são curiosas, outras são irritadiças e temerosas. Mesmo bebês com poucas semanas de vida apresentam diferenças.

O temperamento desenvolve-se desde cedo, sendo influenciado pela biologia e pelas experiências vividas pela criança (ex. relações parentais). Algumas características do temperamento incluem:
– Nível de atividade: quão (hiper) ativo é seu filho?
– Sentimentos positivos: com que frequência seu filho ri ou sorri na presença de outras pessoas?
– Sentimentos negativos: seu filho fica frustrado, triste, irritado ou com medo com facilidade?
– Reações ao desconhecido: seu filho sente-se confortável na presença de estranhos e de situações novas?
– Nível de atenção e concentração: quão bem seu filho presta atenção e concentra-se em uma tarefa?

O temperamento da criança tem impacto sobre como ela se relaciona com os outros, sobre sua saúde mental e seu desempenho escolar. A criança temerosa e inibida tende a compreender melhor os sentimentos de outras pessoas, mas também tem maior probabilidade de tornar-se ansiosa e depressiva.

Já crianças que aprendem a gerenciar seus impulsos, conseguem prestar atenção por períodos mais longos e permanecerem concentradas em uma tarefa. Felizmente, mesmo se uma criança nasce com uma tendência de temperamento específica, ela pode aprender a melhorar os aspectos mais difíceis. Algumas características resultantes do temperamento e desenvolvimento da criança (ex. impulsividade e medo), podem mudar naturalmente ao longo do tempo ou por meio de intervenções.

Diferentes estratégias dos pais funcionam melhor para crianças com determinadas características de personalidade. Os pais podem ajudar seu filho, aprendendo a conhecer seu temperamento e adaptando sua maneira de agir e suas exigências em relação à criança.
O que pode ser feito?

Prestando atenção à maneira como seu bebê reage aos sons, visões e cheiros desconhecidos, observe seu bebê: ele se aproxima ou evita as novas situações? Tente compreender a personalidade de seu filho. Esteja aberto a mudanças na interação com seu bebê baseado no temperamento dele. Estimule-o a explorar novos ambientes e situações. Tente não ser superprotetor. Seja gentil com seu filho quando for necessário discipliná-lo. Construa um apego seguro com seu filho. Seja sensível aos sentimentos e necessidades do seu filho. Estabeleça limites firmes. Garanta a consistência de sua rotina diária. Seja afetuoso e amoroso nas estratégias de disciplina. Discipline de forma consistente. Seja gentil e calmo ao discipliná-lo. Elogie-o e recompense-o por seu bom comportamento (ex. Bom trabalho! Você realmente se esforçou para construir essa torre!). Ensine comportamentos que são socialmente mais aceitáveis e dê o exemplo. Considere intervenções específicas, incluindo treinar seu filho para desenvolver habilidades de autocontrole, se você achar necessário. Procure apoio e informação para aprender sobre estratégias parentais eficazes para melhorar os comportamentos positivos de seu filho.
Se seu filho é tímido, temeroso e retraído quando enfrenta novas situações ou pessoas desconhecidas

Estimule-o a explorar novos ambientes e situações. Tente não ser superprotetor. Seja gentil com seu filho quando for necessário discipliná-lo. Construa um apego seguro com seu filho. Seja sensível aos sentimentos e necessidades do seu filho.
Se seu filho é destemido e corre muitos riscos

Estabeleça limites firmes. Garanta a consistência de sua rotina diária. Seja afetuoso e amoroso nas estratégias de disciplina.
Se seu filho age antes de pensar (se ele é impulsivo) ou se seu filho tem dificuldade em prestar atenção ou ficar concentrado em uma tarefa

Discipline de forma consistente. Seja gentil e calmo ao discipliná-lo. Elogie-o e recompense-o por seu bom comportamento (ex. Bom trabalho! Você realmente se esforçou para construir essa torre!).
Se seu filho mostra-se frequentemente agitado quando é hora de ficar calmo e quieto

Ensine comportamentos que são socialmente mais aceitáveis e dê o exemplo. Considere intervenções específicas, incluindo treinar seu filho para desenvolver habilidades de autocontrole, se você achar necessário.

A forma como você reage ao temperamento do seu filho pode melhorar ou piorar comportamentos da criança.Procure apoio e informação para aprender sobre estratégias parentais eficazes para melhorar os comportamentos positivos de seu filho.

Enciclopédia sobre o Desenvolvimento da Primeira Infância

Essas informações são extraídas de uma publicação do Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância (CEDPI) e da Rede Estratégica de Conhecimentos sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância (REC-DPI). Esses dois organismos identificam e sintetizam os melhores trabalhos científicos sobre o desenvolvimento na primeira infância. Através deste trabalho, eles divulgam esse conhecimento para diversos públicos em formatos e linguagens adaptados às suas necessidades. Para informações mais detalhadas sobre o temperamento infantil, consulte as sínteses e os artigos escritos por especialistas na Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância, disponível gratuitamente para download no site www.enciclopedia-crianca.com.


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Nova lei proíbe que gestantes presas sejam algemadas no parto

em 16 abril, 2017

Nova lei proíbe que gestantes presas sejam algemadas no parto

Foi publicada nessa quinta-feira (13), no Diário Oficial da União, a lei que proíbe que mulheres presas sejam algemadas durante o parto.

Aprovada pelo Congresso Nacional no final de março, a lei foi sancionada ontem pela Presidência da República.

A lei altera o Artigo 292, do Código de Processo Penal, e estabelece que é vedado o uso do algemas em mulheres grávidas durante os atos médico-hospitalares preparatórios para a realização do parto e durante o trabalho de parto, bem como em mulheres durante o período de puerpério imediato.

Em nota divulgada à imprensa, a coordenadora de Políticas para Mulheres e Promoção das Diversidades, Susana Inês de Almeida, diz que é comum o uso de algemas em presas grávidas, mesmo durante o parto, sob a alegação de insegurança e risco de fuga. Segundo ela, isso ocorre embora esses riscos sejam mínimos, pois 65% das mulheres são presas por tráfico ou associação, e a maioria é ré primária.

A lei reforça normativos anteriores que já vedavam o uso de algemas nessas situações, como a resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, de 2012, e uma súmula do Supremo Tribunal Federal.

Do total de mulheres presas no Brasil, 68% são jovens, com idade entre 18 e 34 anos, 61% são negras e pardas, e a maioria é presa por tráfico de entorpecentes.

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