Aleitamento materno: isso é ‘para inglês ver’? artigo de Moises Chencinski

em 22 junho, 2017



Aleitamento materno: isso é ‘para inglês ver’? artigo de Moises Chencinski



aleitamento maternoFoto: EBC


[EcoDebate] Não acredito que alguém tenha qualquer dúvida a respeito da importância do aleitamento materno, segundo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, (OMS): desde a sala de parto, exclusivo e em livre-demanda até o 6º mês, estendido até 2 anos ou mais.
Dia após dia, esse tema é debatido, discutido e ainda não consigo entender quais os motivos que dificultam essa prática de alimentação saudável, levando benefícios ao bebê (lactente) e às mães que amamentam (lactantes), fortalecendo o vínculo, favorecendo um mundo mais humano e mais interessante de se viver.
E não se trata de um julgamento. De forma alguma, uma mãe que, por qualquer razão, não amamenta seu filho não é uma mãe melhor ou pior do que as outras que amamentam. Trata-se simplesmente de INFORMAÇÃO, de estudos científicos. O fato de algo não ser adequadamente praticado não tira sua validade. Vale assim para não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas na gestação, para prática de exercícios físicos, entre tantas outras questões que, apesar de (quase?) todos conhecerem os riscos, não é uma unanimidade nas ações.
Na comemoração do Dia das Mães no Reino Unido (26 de março), uma campanha (#freethefeed – movimento que promove uma abordagem não-julgadora da amamentação), de uma agência de publicidade (Mother London), “viralizou” e o mundo viu a imagem de um seio gigante sobre um prédio, publicada inclusive no New York Times, entre outros, para “sensibilizar as pessoas na Inglaterra sobre os estigmas sociais que cercam a amamentação, especialmente, em público.”
Segundo a agência, “Esse foi nosso projeto para o Dia das Mães. Uma celebração de que toda mulher tem o direito de decidir onde e como quer alimentar seus filhos sem se sentir envergonhada ou culpada por suas escolhas”.
Pois vejam só as matérias publicadas no The Guardian (jornal de língua inglesa de maior distribuição mundial), também da Inglaterra, uma delas (09/09/2016) sobre a baixíssima taxa de aleitamento materno no país (uma das menores do mundo), outra (23/03/2017) afirmando que menos de 50% das mães inglesas continua amamentando após os 2 meses de idade e uma mais recente(28/03/2017) mostrando a experiência dessas mães em relação ao aleitamento.
Chamou minha atenção uma matéria publicada em 09/04/2017 num site com o título: “O que as mães modernas pensam sobre amamentação: não é real, onde é citada uma pesquisa realizada com 500 mães, em Londres, mostrando que 75% delas iriam parar de amamentar devido ao medo de dor, 71% devido a tomar remédios e 63% devido ao embaraço de ter que amamentar em público.
Vale lembrar que o The Lancet é uma revista inglesa de grande influência, que abrange também a área de Pediatria, e na qual foi publicada uma importantíssima série sobre aleitamento materno, com a participação de um médico brasileiro (Dr. Cesar Victora), premiado recentemente no Canadá(prêmio Gairdner de Saúde Global) pelos brilhantes serviços prestados em prol da saúde mundial por defender a relevância da amamentação.
O Prêmio Gairdner distingue anualmente sete cientistas por suas contribuições à pesquisa em medicina e saúde global, que reconhece avanços científicos que produziram profundo impacto para a saúde em países em desenvolvimento. Cada um dos premiados é considerado um potencial candidato ao prêmio Nobel.
Voltando à matéria do site, no estudo foram destacadas seis razões alegadas pelas mães para não quererem amamentar.
·         Toda a experiência foi cansativa.
A maioria das mães com seu primeiro filho descobriu que o aleitamento materno é exaustivo, especialmente quando há tarefas domésticas associadas, e o desgaste pode afetar seu bem-estar físico, emocional e mental.
·         Isso tornou o bebê mais satisfeito.
A amamentação é altamente recomendada, mas pode não satisfazer o bebê e a mudança para fórmula faz ver o bebê crescer.
·         Falta de suporte.
A licença paternidade curta (duas semanas) deixará a mãe sozinha para cuidar do bebê e da casa, e essa falta de apoio pode trazer o risco de desmame precoce.
·         Algumas mães simplesmente não gostam.
Uma mãe da pesquisa rejeitou a ideia e a prática da amamentação, sentindo-se emocionalmente abalada e sem apoio para essa questão dos profissionais de saúde.
·         Pressão social.
As mães se sentem muito questionadas sobre o tempo de amamentação e são pressionadas para o uso de fórmulas acima de 3 meses, colocando em risco a amamentação.
·         Antigos costumes sociais.
A mentalidade tradicional, antiga, considera o aleitamento materno como um tabu e socialmente inaceitável, prejudicando a amamentação em público.
Assim como na Inglaterra, outros países de 1º mundo apresentam essa abordagem em relação ao aleitamento materno e contam com uma taxa baixíssima (Estados Unidos, França, entre outros) dessa prática.
Apesar de as nossas taxas de duração do aleitamento materno exclusivo (AME), percentual de AME até o 6º mês, taxa de AM até 1 e 2 anos serem muito mais significativas, nos últimos 10 anos, pudemos observar uma estagnação desses valores.
Nossas ações institucionais (Iniciativa Hospital Amigo da Criança, Método Canguru, Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e. Crianças de 1ª Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras, Semana Mundial de Aleitamento Materno, Lei para favorecer aleitamento materno em público) estão em andamento, mas ainda precisamos de um apoio e conscientização maiores e mais efetivos da sociedade, do governo, dos profissionais de saúde, dos empresários, das escolas para atingirmos a meta da OMS de 50% de aleitamento materno até o 6º mês em 2.025.
Então, vamos agir. Juntos. Em apoio às mães e às crianças. Isso pode garantir o futuro do Brasil, do mundo e dessas próximas gerações.
*’Para inglês ver’ – É uma expressão cujo sentido o Dicionário Houaiss define como “para efeito de aparência, sem validez”. Uma das explicações mais aceitas é do filólogo João Ribeiro em seu livro “A língua nacional”: no tempo do Império, as autoridades brasileiras, fingindo que cediam às pressões da Inglaterra, tomaram providências de mentirinha para combater o tráfico de escravos africanos – um combate que nunca houve, que era encenado apenas para inglês ver”. O sentido da expressão nesse contexto é exatamente o mesmo que ela tem até hoje.
Dr. Moises Chencinski, CRM-SP: 36.349, Pediatra e homeopata, Presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (2016 / 2019), Membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Toalhas Umedecidas Cotton Line uso adulto - Resenha

em 30 maio, 2017

Toalhas Umedecidas Cotton Line uso adulto - Resenha


Chegou por aqui da nossa super parceira Cotton Line  uma caixa recheada de produtos maravilhosos , para serem testados. Como vocês já viram em outros posts , eu não posso ficar sem alguns itens de higiene aqui em casa, com duas crianças , uma de 6 anos e outra de 1 ano e 10 meses, acabo usando muito, algodão, lenços, hastes e muito mais.



Esses são os produtos que chegaram:


  • Bolas de algodão branca da linha Cosmetic Care
  • Bolas de algodão coloridas da linha Baby Care
  • Hastes Flexíveis adulto e infantil
  • Curativos antissépticos da linha Horripilantes 
  • Algodão Hidrófilo
  • Toalhas Umedecidas uso adulto da linha Family Care.


Mas hoje a resenha é sobre as Toalhas Umedecidas para adulto.



A embalagem vem com 40 unidades e o lenço mede 22cm x 20cm. Na minha opinião é um tamanho muito bom , porque lenço muito grande fica meio "desajeitado" para usar.

Ele é super macio e tem um cheiro bem suave ! Pode ser usado de diversas maneiras. Eu gosto de usar para remover o excesso da maquiagem antes de lavar o rosto. Mas você pode usar como quiser. Eu deixo sempre na bolsa para emergências.


Está aprovadíssimo !!!  Todos os produtos Cotton Line são testado dermatologicamente e feitos com todo cuidado, qualidade e carinho , para toda a família usar tranquilamente.

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Dicas para Escovar os Dentes do Bebê

em 26 abril, 2017

Dicas para Escovar os Dentes do Bebê



A higiene bucal deve começar assim que o primeiro dentinho aparecer. Com o tempo, seu filho vai perder os dentes de leite, mas os bons hábitos ensinados nessa época vão permanecer com ele para o resto da vida. Se os dentes do bebê não receberem os cuidados apropriados, poderão desenvolver cáries, o que vai levar a problemas de nutrição e no desenvolvimento da fala. Os dentes permanentes também podem ser afetados e virem a nascer com problemas.Estabelecer uma boa higiene oral desde cedo vai fazer com que os cuidados dentais futuros sejam adequados. É fácil transformar o ato de limpeza dos dentes em algo rotineiro. Confira as dicas abaixo.

Crie uma rotina de higiene oral antes mesmo de os dentes aparecerem. Limpe as gengivas com uma gaze úmida e macia enrolada num dedo. Isso vai remover bactérias.

A partir dos 2 meses de idade, comece a fazer isso pelo menos uma vez por dia, se preferir, é possível limpar até mais frequentemente, mas não exagere. A limpeza excessiva pode irritar as gengivas da criança e resultar em sensibilidade. Com uma gaze enrolada no seu dedo passe no dente para limpá-lo. Nessa fase inicial, uma gaze seca vai funcionar bem no lugar de uma escova.

Assim que o primeiro dentinho nascer compre uma escova de dentes macia específica para bebês. Essa troca da gaze pela escova é ainda mais importante se os molares já tiverem aparecido. Procure por uma escova bem macia com 3 ou menos fileiras de cerdas. Por volta de 1 ano de idade, o bebê já deverá estar escovando os dentes.

Comece o processo sem pasta de dente. A ideia é fazer o bebê se acostumar à técnica de escovação, incorporar a pasta nessa fase poderá deixar a criança mais resistente às tentativas. Use apenas água morna.

Se o bebê quiser ajudar, deixe mas sempre sobre a sua supervisão.Comece incentivando-o a segurar o cabo da escova enquanto você limpa os dentinhos dele. Após ele se acostumar com isso, deixe-o fazer a escovação sozinho. No entanto, após ele terminar, faça você a limpeza novamente.

Se o bebê não gostar muito de escovar os dentes, comece uma vez por dia. Gradualmente, vá aumentando a frequência até que ele permita que você escove os dentinhos após cada refeição.
Escove os lados interno e externo do dente com um movimento de vaivém, em seguida, passe a escova para cima e para baixo, também em ambos os lados. Lembre-se de incluir a língua no processo de escovação.

Algumas dicas extras : 

  • Não force a escovação para que o bebê não sinta medo e não queira mais escovar os dentes.
  • Faça desse momento uma hora alegre, chame toda a família para escovar juntos.
  • Compre uma escova bem macia com desenhos coloridos.
  • Caso o bebê for muito resistente à escovação procure um dentista.

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância

em 22 abril, 2017

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância


Por Fernanda Cruz Edição:Carolina Pimentel Fonte:Agência Brasil

Um estudo apontou que os bebês nascidos com peso abaixo do normal têm maior chance de desenvolver hiperatividade e depressão na infância. Para chegar à conclusão, a pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto comparou a saúde mental de 665 crianças, com idade entre 10 e 11 anos.

Segundo a pesquisadora responsável, Claudia Mazzer Rodrigues, o estudo dividiu as crianças em cinco grupos de peso: muito baixo (abaixo de 1,5 quilos), baixo (1,5 kg a 2,5 kg), insuficiente (2,5 kg a 3 kg), normal (3 kg a 4,25 kg) e muito alto (acima de 4,25 kg). Esses valores são usados como referência pela Organização Mundial da Saúde.

No estudo, constatou-se que as crianças com peso muito baixo representam a maioria das que têm quadros de problemas mentais. Entre as 665 crianças avaliadas, 6,9% apresentavam indicadores de depressão. Os cientistas usaram questionários respondidos pelos pais e pelas próprias crianças.

No Brasil, de 0,4% a 3% das crianças sofrem de depressão. Entre os adolescentes, esse número varia de 3,3% a 12,4%. Quem tem a doença na infância e na adolescência apresenta mais chances de desenvolver depressão em idade adulta.

Especialistas definem como causas da depressão em crianças, como perda de vínculos afetivos, divórcio dos pais, falta de apoio familiar e violência física ou psicológica. Os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais de alerta, que são queda do rendimento escolar, mudanças repentinas do estado de ânimo, isolamento e tristeza.


In. EBC CREATIVE COMMONS - CC BY 3.0

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